Ilustração de barras de moedas diminuindo até uma casa, com uma tesoura cortando a dívida, representando a amortização do financiamento.

Como amortizar o financiamento e pagar menos juros

Sobrou um dinheiro — décimo terceiro, uma venda, uma bonificação. Jogar no financiamento pode ser uma das decisões financeiras mais inteligentes da sua vida, se você fizer da forma certa. Veja como a amortização extraordinária funciona e como escolher entre reduzir prazo ou reduzir parcela.

O que é amortização extraordinária

Amortizar é abater dinheiro direto no saldo devedor — a dívida em si, não as parcelas futuras com juros embutidos.

Aqui está o pulo do gato: numa parcela normal, boa parte do que você paga é juros. Quando você faz uma amortização extraordinária, 100% do valor vai direto para baixar a dívida, sem juros pelo meio. É como furar a fila: em vez de esperar anos pagando juros, você ataca o saldo na veia.

E como os juros são calculados sobre o saldo devedor, derrubar esse saldo hoje significa pagar menos juros em todos os meses seguintes. O efeito é em cascata.

A grande decisão — reduzir prazo ou reduzir parcela

Quando você amortiza, o banco te dá duas opções. Entender a diferença vale muito dinheiro.

Reduzir o prazo

A parcela continua a mesma, mas você termina de pagar mais cedo. Como você corta meses lá do fim do contrato — justamente os que ainda acumulariam juros —, essa opção é a que mais economiza juros no total.

Use quando: você consegue manter a parcela atual confortavelmente e o objetivo é gastar o mínimo possível.

Reduzir a parcela

O prazo continua o mesmo, mas suas parcelas mensais ficam menores. Você economiza menos juros que na opção de prazo, mas ganha alívio imediato no orçamento.

Use quando: o aperto mensal está pesado e você precisa respirar agora.

Regra simples: quer economizar o máximo? Reduza o prazo. Precisa aliviar o mês? Reduza a parcela.

Exemplo prático

No nosso financiamento de R$ 240.000 em 360 meses, imagine que no 2º ano você consiga amortizar R$ 30.000 de uma vez:

Os valores exatos dependem do seu saldo, da taxa e do sistema (SAC ou Price) — por isso vale simular o seu caso.

SAC ou Price, qual amortiza melhor?

No SAC, o saldo já cai rápido por natureza, então amortizar acelera ainda mais a quitação. Na Price, onde no começo você paga muito juro e pouca dívida, a amortização extraordinária tem um efeito ainda mais libertador, porque ataca de frente aquele saldo que custava a baixar. Em ambos, quanto mais cedo você amortiza, maior a economia — os primeiros anos são os mais caros em juros. (Entenda a diferença em SAC ou Price.)

Use o FGTS para amortizar

Lembre que o FGTS pode ser usado para amortizar o saldo devedor a cada 2 anos. É dinheiro que muitas vezes está parado rendendo pouco — direcioná-lo para abater a dívida costuma ser um ótimo negócio. (Veja FGTS no financiamento.)

Tem um dinheiro sobrando e quer ver o impacto? Simule uma amortização e descubra quantos anos (e quantos milhares de reais) você pode economizar.

Simular amortização →

Perguntas frequentes

É melhor reduzir o prazo ou a parcela ao amortizar?

Para economizar o máximo de juros, reduza o prazo. Para aliviar o orçamento mensal, reduza a parcela. A opção de prazo gera maior economia total.

Amortizar vale a pena?

Quase sempre, porque o valor amortizado vai 100% para o saldo devedor, sem juros, reduzindo os juros de todos os meses seguintes. Quanto mais cedo, maior a economia.

Posso usar o FGTS para amortizar?

Sim. A cada 2 anos é possível usar o FGTS para abater o saldo devedor de um financiamento em andamento, cumpridas as regras do SFH.

Quando amortizar gera mais economia?

Nos primeiros anos do financiamento, quando o saldo devedor é maior e a fatia de juros de cada parcela é mais alta.